quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Navegar é preciso...caminhar é preciso...viajar é preciso...viver é preciso!

Quando iniciei este Blog escolhi esta citação do Amyr Klink que muito significa para mim:


"Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros, TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés para entender o que é seu, para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor - e o oposto.
Sentir a distância..."


Retorno ao início hoje.
Algo me faz relembrar fortemente este sentimento de olhar o mundo com os próprios olhos.
Sentir o vento entre os cabelos, apreciar as nuvens se transformando diante de mim, me admirar novamente com o sol poente como se fosse a primeira vez que tenho a alegria de estar diante dessa maravilha, estar com inúmeras estrelas sobre a cabeça....
A incrível e indescritível sensação de pertencer ao mundo natural.


Talvez seja o sol, o calor, o finalzinho das férias depois de ter viajado uma vez mais para lugares que me transportam para situações já vivenciadas. Sentimentos já experimentados.
Emoções revividas e renovadas. 
Únicas.
Particulares....apenas minhas.
Quem saberá o que passa dentro de um coração que simplesmente ama estar assim...envolvida pelo mundo natural. Quem compreenderá os pensamentos que povoam minha mente nestes momentos de comunhão? 


Uma imagem também me fez lembrar os tempos em que eu era mais viajante.
Santo Antonio de Lisboa em Santa Catarina. Verão de 2010. 
Autoria da foto : Sofia Chaudon.


" O navegante solitário, livre por natureza, percorreu milhas e milhas para .....ficar preso.
Preso pelo gelo e por opção.
Solto para sonhar diante da imensidão, entre o céu e o mar, o sol e as estrelas..."
(Juca  Kfouri - escrevendo sobre Amyr Klink)




Naveguei algumas vezes. Poucas vezes. Mas foram experiências suficientes para perceber a maravilhosa oportunidade de estar tão próxima desse elemento tão essencial em nossas vidas.
A água. O mar de onde a vida toda iniciou.
Ser envolvida por este elemento fluido, adaptável, nos faz tentar aprender a sermos um pouco maleáveis.
Nasci perto do mar. Algo eu devo ter dele.
Cresci também ao lado das lindas montanhas da serra de Petrópolis.
Planície e Montanhas.
Dois opostos. Polaridade esta que me faz amar todas as manifestações da Natureza.
Me sentir bem acolhida caminhando pelas montanhas e suas florestas como  também pisando na areia da praia e mergulhando em suas águas.
Aprendi a amá-las.
Acredito até que já nasci amando tudo que os meus olhos podiam admirar.
Essas experiências me ajudaram a ter de um certo modo  mais facilidade  de me adaptar a situações diferentes, a ambientes variados e muitas vezes opostos mas que podem se complementar.


Hoje, agradeço por estar novamente viajando por minha própria vontade.
Por estar novamente percorrendo estradas, cidades, céus, montanhas...
Experimentando novamente aquela liberdade de escolher o meu destino, os caminhos por onde meus pés irão pisar. Onde meus olhos irão pousar o olhar e o meu coração vai se emocionar.
Os elementos todos fazem parte de mim. E eu faço parte deles. É exatamente assim que sinto e percebo minha vida neste nosso planetinha maravilhoso.
Comunhão com a vida que me oferece diariamente a alegria e felicidade de viver plenamente esse meu amor incondicional com a Natureza.
" E eu, eu vou lembrar como voar...desbloquear os céus em minha mente..."


Que o tempo que estive com raízes em um só lugar tenha servido para me ensinar o quanto é importante e essencial para mim poder ter "asas" nos pés e no coração. Sim, no coração, pois se não levamos o coração junto para voar é como se não tivéssemos vivido.
Sem ele, o amor, tudo se torna árido e sem sentido.
Pensei muito também este tempo todo sobre sentir-se só. Sobre a solidão. Muitas vezes me senti só mesmo estando entre pessoas. Em muitos momentos um vazio vivia dentro de mim.


" Comecei a pensar no sentido de solidão. Um estado interior que não depende da distância...
nem do isolamento; um vazio que invade as pessoas...
E que a simples companhia ou presença humana não pode preencher.
Solidão foi a única coisa que eu nunca senti, depois que parti...nunca...em momento algum.
Estava, sim, atacado de uma voraz saudade.
De tudo e de todos, de coisas e pessoas que há muito não via.
Mas a saudade às vezes faz bem ao coração.
Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias.
Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá 
de solidão; poderá morrer de saudade....mas não estará só!"
(Amyr Klink)


Hoje não me sinto só.
Mas sinto saudade.
Muita saudade.
Mas viver esta saudade tem sido uma doce espera. A espera da certeza de um novo reencontro com aquela alegria especial que me deixa com a alma leve e o coração feliz.
E enquanto esta saudade não encontra a sua paz, eu vivo os meus dias viajando em sonhos, nas lindas lembranças, estudando mapas e destinos, e nos futuros planos de novas e emocionantes viagens.


"Pior que nunca terminar uma viagem é nunca partir."
(Amyr Klink)


Paratii - Veleiro do navegador Amyr Klink ( http://www.pldivers.com.br/)











5 comentários:

  1. força, guria!! já tem na esquina o feriado de páscoa!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amiga querida! E de feriado em feriado vamos navegando, caminhando, pedalando! Hahahaha! O que importa é viver!!!
      Beijo!

      Excluir
  2. Respostas
    1. E tem graça a vida sem amor?
      Hahahaha!!!!
      O amor é o tempero....

      Excluir
  3. Mimi querida,
    Gostamos muito do seu texto.
    Bjs
    Mãe e Lili

    ResponderExcluir