terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Mesa para uma pessoa, por favor .

E foi assim que ao entrar na pizzaria eu pedi ao garçom, e ele prontamente me atendeu.
 
A pizzaria estava lotada. Mesmo sendo eu apenas uma cliente a ocupar a mesa com quatro lugares o garçom não titubeou em me fazer ocupar aquela mesa, cobiçadíssima por muitos clientes impacientes para saborear uma pizza e degustar sua  cerveja gelada.
 
Me senti bem.
Pensei : - puxa, não fui preterida por estar sozinha....
 
Ao sentar e depois de ser atendida e fazer o meu pedido, começo a observar, sem maiores pretensões, o ambiente ao redor  e as pessoas.
As crianças são as que me agradam mais! Sempre com um frescor de alegria e curiosidade.
Mas aos poucos me dei conta de alguns olhares indiscretos, tortos e dissimulados em minha direção. Alguns cochichos aqui e ali.
 
Bem, já era de se esperar.
Em uma cidade tão pequena como esta, não só em tamanho e população, mas principalmente de "visão ", de preconceito.
Eu já devia estar acostumada, afinal são 27 anos morando aqui.
Mas minha compreensão teima em aceitar este tipo de comportamento.
Preconceitos de muitas espécies existem, inclusive o cultural.
Uma pena pois o que poderia ser enriquecedor torna-se assustador! A diversidade poderia ajudar a enriquecer os relacionamentos ao invés de segregar.
As refeições sozinha têm sido cada vez mais frequentes; seja em casa ou não.
Também os passeios, as caminhadas, as pedaladas, o cinema ( raramente ).
 
O que ainda incomoda não é estar só.
O que atrapalha é o julgamento, os olhares dissimulados....
Pensar nas inúmeras pessoas e crianças ( ! )  que sofrem com preconceitos ainda piores.
 
Fica uma vontade de sentar ao lado dos olhares tortos, por um instante, e desconcerta-los com uma pergunta :
- Tá olhando o quê ?
 
 
 
imagem do site viajeaqui.abril.com.br
 

2 comentários:

  1. pessoas solitas sempre causam estranheza, e em se tratando de mulher pior ainda....merda né?

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